Para sair do armário
Doação de camisas
Alusivas à bebida
Eu saí do aquário
Só visto o que me representa
Está tudo tão claro
A humanidade virou uma doença
A humanidade é um tumor
A humanidade está à venda
A humanidade se desumanizou
A humanidade é um artifício
Poucos olham nos olhos
O símbolo do infinito
Exibe o balé dos opostos
A inteligência artificial sabe fazer um monte
De coisas e desconhece o que sinto e sonho
Caso eu não conte
Dos oito aos vinte e oito
Meu aparelho de som
Era um espelho nitidamente bom
Talvez o meu sonho seja
Anunciado no Diário Oficial
Mas a revolução por excelência
Só vai me dizer se tem doce,
Se tem acidez ou sal
Quando lamber o jornal
Como se labareda fosse
Um fogo ou uma língua qualquer
A humanidade está podre
A humanidade é um câncer.