Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

No mesmo barco, na mesma nave

Não há culpados
Tampouco vítimas
Todos somos responsáveis
Pelo presente, pela vida

Venha pro meu lado
Espalhar a alegria
Apesar dos entraves
A arte clarifica

Eloquentemente calado
Pratico a telepatia
Não há outra chave
Não há outra saída

Parece que é premeditado
Para que tudo se coincida
No mesmo barco, na mesma nave
Ontem, hoje e depois cabem num só dia.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Pelo amor cada vez mais perto

Quero correr riscos
Só pela felicidade
Generosa e genuína
Rejeito outros tipos
Cheiram a falsidade
Refinada na latrina

Eu me proponho
A perpassar perigo
Apenas pelo êxito
Dos meus sonhos
Comigo e consigo
Dentro do contexto

Qualquer deleite a mais é supérfluo
É enfeite de aniversário
Logo será passado
Pelo amor cada vez mais perto
Que nos deixa despertos
Espertos e menos solitários

Vamos sair do óbvio errado
Para entrarmos no mistério
Dos nossos cérebros
E corações renovados
Contra os charmosos diabos
E anjos deletérios.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Estrada franca

Sigo na estrada franca
E sincera
Sem cera
Evitando deslizes

Estou com a carta branca
À espera
À mesa
Táticas felizes

Eu me sinto mais leve
Com tanta densidão
Até o meu coração
Sem coação agradece

Para quem crê na internet
Como a solução
Da dissolução da solidão
Sugiro sempre tête-à-tête

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Entre sonhos e monstros

Acato meus limites
Vou um pouco mais
Para que eu não imite
Quem ficou para trás

Respeito meu descanso
E me deito tarde
Enquanto não alcanço
Minha outra margem

Considero meus medos
Entre sonhos e monstros
Cruzando os dedos
Para o grande encontro.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Talvez mais sujeito

Sou a pessoa de sempre
Inesperada
Sou uma pessoa contente
O que não me agrada

Silente, ciente
Descontrolado
Sou alguém pra frente
Que perde o horário

Sou o mesmo sujeito
Vago na yoga
Talvez mais sujeito
Ao vácuo agora.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Com amor e sem medo

Embora soe velho
O meu discurso
Gasto no espelho
Ou mudo o percurso
Ou eu me perco
No rio turvo
De jacarés, de janeiro
E dos meses últimos

Vou embora mais velho
Para um novo mundo
Sonhado desde cedo
Mas não o achava útil
Por vaidade e desespero
Que não me deixavam um duto
Para marchar com amor e sem medo
Pelo caminho do meio de tudo.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Se é que não me engano

O desleixo é a alma do divórcio
Se é que não me engano
Há tempos que não me esforço
A deixar os outros contentes
E vitoriosos com meus danos

Fazendo qualquer negócio
Pra não acoimar tanto
O que de fato não posso
Carcomer com os dentes
Que já foram mais brancos.