Estou satisfeito
Sigo contrariado
Com o saco cheio
Ando afável
Tapa nas costas
Esqueço meu nome
Pra facada próxima
Cerco meu onde
Eu sonho tanto
Que nada cometo
Já e por enquanto
É o começo.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Já e por enquanto
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Donativos de claridade
Do grampo telefônico
Ao do cabelo camaleônico
Sei que sou humanitário
Humano e etário
Mais chique é ser perdulário
Ou mesquinho, árido
Do campo de concentração
Ao zelo da descontração
Eu só aceito caridade
Em donativos de claridade
Mas isso vem com a idade
Ou feito tempestade.
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Um som de sonho
Uma imagem invisível
Um cheiro de fulgor
Um sabor difícil
Para quem se afogou
Apesar do sal
Um roteiro indômito
Um toque de mar
Um som de sonho
Para quem saiu do ar
Devido ao comercial.
Um cheiro de fulgor
Um sabor difícil
Para quem se afogou
Apesar do sal
Um roteiro indômito
Um toque de mar
Um som de sonho
Para quem saiu do ar
Devido ao comercial.
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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00:51
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sábado, 31 de outubro de 2009
Tudo passa
Tudo passa
A sobra, o riso
A cova rasa
O vasto risco
Que afasto a tapas
Entre carnes de borracha e mocotós
Menos colombo do que imbasa
E passatempos e tombos sós
O que se passa
Para nas paredes
Da minha casa
Sozinha sede.
A sobra, o riso
A cova rasa
O vasto risco
Que afasto a tapas
Entre carnes de borracha e mocotós
Menos colombo do que imbasa
E passatempos e tombos sós
O que se passa
Para nas paredes
Da minha casa
Sozinha sede.
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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21:09
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Agora há mais
Não quero me ludibriar
Com essas promessas
Como se não caísse jamais
Nas minhas conversas
Agora há mais números
Do que seres humanos
Agora há mais muros
Câmeras e novas morais cercando
A parada é viver a vida
Porém não como no Leblon
E respirar amizades coloridas
É luz solar em vez de neon.
Com essas promessas
Como se não caísse jamais
Nas minhas conversas
Agora há mais números
Do que seres humanos
Agora há mais muros
Câmeras e novas morais cercando
A parada é viver a vida
Porém não como no Leblon
E respirar amizades coloridas
É luz solar em vez de neon.
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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16:48
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Nos móveis do meu lar
Chorei ao ouvir Lennon
Um flashback
Para quando era mais ingênuo
E menos moleque
Quero voltar a viajar
Nas coisas simples
Nos móveis do meu lar
As lições não eram tão difíceis
Preciso pensar no asco
Autêntico pelo paraíso
Prático, higiênico, plástico
E fácil para o sorriso
Resolvendo os problemas
Do meu mundo e mundanos
Vou para a paz do cinema
Se é que não me engano.
Um flashback
Para quando era mais ingênuo
E menos moleque
Quero voltar a viajar
Nas coisas simples
Nos móveis do meu lar
As lições não eram tão difíceis
Preciso pensar no asco
Autêntico pelo paraíso
Prático, higiênico, plástico
E fácil para o sorriso
Resolvendo os problemas
Do meu mundo e mundanos
Vou para a paz do cinema
Se é que não me engano.
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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14:46
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Muito mais do que eu pra mim
Vendo livros
Lendo filmes
Pra ver se me livro
Do que me deprime
Com desconhecidos
Muito mais do que eu pra mim
Visto músicas
Visito quadros
Pra pintar uma fuga
Pra qualquer lado
Mudo de figura
E ainda faço parte do gado.
Lendo filmes
Pra ver se me livro
Do que me deprime
Com desconhecidos
Muito mais do que eu pra mim
Visto músicas
Visito quadros
Pra pintar uma fuga
Pra qualquer lado
Mudo de figura
E ainda faço parte do gado.
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Tchello Melo ou Marciano Macieira ou Tchellonious
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20:28
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