Nem sempre está certo
Um fundo assertivo
O futuro é um furto
Um fluxo furtivo
Inconscientemente penso
Nem sempre estou perto
Na linha de frente, pêndulo
O inconstante é pétreo
Notícias do interior
Do instante que não veio
Da noite anterior
Do dia primeiro
A saída da zona da culpa
Para o lugar da responsabilidade
Não funciona logo como atravessar a rua
É para se adaptar a uma nova cidade
O atraso exato da descoberta
Do padrão inato e repetitivo
Cuja necessidade da quebra
Deriva de tempos deveras idos
Contudo, tudo faz parte
Do jogo esculpido de vida
Da culpa à realidade
Foi uma bela saída
Notícias dos bastidores
Que duram há milênios
Bastam as dores dos leitores
Eles ainda estão lendo
Notinhas decoradas dos interiores
Apesar do dia que virá
Da noite que não está nos arredores
No entanto vai pintar
Nem sempre está perto
O perfeito perfil perdido
O sexto sentido é sutil feito susto
Um absurdo pululante e seletivo
Um alucinante crepúsculo
De berros em cores, novas internas
Internacionais arrebóis de assuntos
Na lentidão certa da voz da descoberta.
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