Eu bem me lembro
Dos idos de setembro
Combinados encontros casuais
Pareciam nada demais
Depois do chamado
Pelo telefonema
Que esperava ser teu
Entendi todo o recado
Quando foste a primeira
A saber o que me aconteceu.
Eu nunca me esqueço
Do convulso começo
Das invasões consentidas
Das orientações invertidas
Tantas intempéries
Nós superamos
Entre o fado e o arrojo
As ondas em infindas séries
E nos seguramos
Se não por amor, ignoro como.
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
sábado, 16 de junho de 2007
Fortuna
No primeiro instante
O sério semblante
Tão pulcros os cílios
Que parecem postiços
O olhar raio xis
A sacar o que não se diz
Pacotes de sal
E de glicose para todo mal
O prato que limpa
De fato com a língua
O pé que não pára
E a guimba imaginária
Tartarugas, sapos
Cobras e lagartos
O humor selvagem
Por ter sagacidade
A amizade canina
E a vaidade de menina
O amor sempiterno
Do céu ao inferno
E a alma despida
Capta toda a vida
O sério semblante
Tão pulcros os cílios
Que parecem postiços
O olhar raio xis
A sacar o que não se diz
Pacotes de sal
E de glicose para todo mal
O prato que limpa
De fato com a língua
O pé que não pára
E a guimba imaginária
Tartarugas, sapos
Cobras e lagartos
O humor selvagem
Por ter sagacidade
A amizade canina
E a vaidade de menina
O amor sempiterno
Do céu ao inferno
E a alma despida
Capta toda a vida
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Só o tempo é perfeito
Sem beligerância
E com a antena
Em sintonia ampla
Limpa, leve e densa
O espírito é desarmado
E não desalmado
Para colher flores
No lugar de dissabores
Larguemos as pedras
Quase perpétuas das mãos
E seguremos as rédeas
Que no vôo nos dão chão
Sob o mesmo teto
Sob o mesmo céu
Só o tempo é perfeito
E nós, você e eu.
E com a antena
Em sintonia ampla
Limpa, leve e densa
O espírito é desarmado
E não desalmado
Para colher flores
No lugar de dissabores
Larguemos as pedras
Quase perpétuas das mãos
E seguremos as rédeas
Que no vôo nos dão chão
Sob o mesmo teto
Sob o mesmo céu
Só o tempo é perfeito
E nós, você e eu.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Nada rasos
Ciente de que não me redimo
Com os futuros versos
Ainda que sinceros
Admito que um mimo
Meu é o mínimo
Para que alcancemos
O que unidos somos
A par dos nossos passos
Aparentemente anacrônicos
Mas nada rasos
No resgate dos sonhos
Reféns do acaso.
Com os futuros versos
Ainda que sinceros
Admito que um mimo
Meu é o mínimo
Para que alcancemos
O que unidos somos
A par dos nossos passos
Aparentemente anacrônicos
Mas nada rasos
No resgate dos sonhos
Reféns do acaso.
domingo, 10 de junho de 2007
Após agora
Engaiolado na pasta
Setecentos e quatro
A comoção me alça
Ao som de pássaros
Éramos Pangéia
Uma lírica idéia
Antes das ilhas
Autônomas e ridículas
Após agora
Ignoro a bóia
Tanto para o almoço
Quanto para o socorro.
Setecentos e quatro
A comoção me alça
Ao som de pássaros
Éramos Pangéia
Uma lírica idéia
Antes das ilhas
Autônomas e ridículas
Após agora
Ignoro a bóia
Tanto para o almoço
Quanto para o socorro.
Sei
A mudança não veio
De ti
Todavia foste o meio
De distinguir
Nalgum dia
Sem sacar
O que já sabia
Como respirar
O que olvidei
E ainda sei
Eu me abrolho
Para fazer jus
Ao logradouro
Onde me dou à luz
Líquido amniótico
Vira vinho ao brinde
E que os copos
Não nos duvidem
Como duvidei
Mas agora sei.
De ti
Todavia foste o meio
De distinguir
Nalgum dia
Sem sacar
O que já sabia
Como respirar
O que olvidei
E ainda sei
Eu me abrolho
Para fazer jus
Ao logradouro
Onde me dou à luz
Líquido amniótico
Vira vinho ao brinde
E que os copos
Não nos duvidem
Como duvidei
Mas agora sei.
sábado, 9 de junho de 2007
Delírios sãos
Sincronicidade demais
Para se reduzir à coincidência
Diante do que demos
Entre o sono e a dança
Delírios sãos de tão iguais
Ao que se dá apenas
Para nós dois dentro
Da paciência e da ânsia.
Para se reduzir à coincidência
Diante do que demos
Entre o sono e a dança
Delírios sãos de tão iguais
Ao que se dá apenas
Para nós dois dentro
Da paciência e da ânsia.
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