Na tentativa de me ver
Através de um espelho
Sem reflexo nenhum
Noto que eu não sou você
Muito menos modelo
Com um sorriso de costume
Na experiência de expor
O que tenho no arcabouço
Além do imo e do clima
Percebo os limites do meu interior
A mudança começa aos poucos
E ignora quando termina
Respirando com fleuma
Consciência e profundidade
Evaporam-se os problemas
E se traz e se traga o que vale
Conspirando em prol
Do que só é benéfico
Transpira o próprio sol
Aonde se vai sem teleférico.
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Porque é domingo
Admito que se aumente
O amigo parapeito
Desde que não me saia da mente
A visão apaixonante do precipício
Obedeço até a quem não merece
A quem não mereço
Mas que a discussão não comece
Hoje porque é domingo
É um dia para ficar leve
A ponto de voar a passeio
Via imaginação também serve
Não carece de santo nem de cinto.
O amigo parapeito
Desde que não me saia da mente
A visão apaixonante do precipício
Obedeço até a quem não merece
A quem não mereço
Mas que a discussão não comece
Hoje porque é domingo
É um dia para ficar leve
A ponto de voar a passeio
Via imaginação também serve
Não carece de santo nem de cinto.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Dose de sol
Tento colocar em ordem
A minha cabeça
Que os grilos mordem
Apesar da iminência
Do bom senso ou da sorte
Em tinta ainda fresca
Pinta uma mão sobre
Os ombros da consciência
E outra pra pegar uma dose
De sol antes que a noite beba
Caindo num sadio porre
Sem submissão nem soberba.
A minha cabeça
Que os grilos mordem
Apesar da iminência
Do bom senso ou da sorte
Em tinta ainda fresca
Pinta uma mão sobre
Os ombros da consciência
E outra pra pegar uma dose
De sol antes que a noite beba
Caindo num sadio porre
Sem submissão nem soberba.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A fauna do deserto
Ando descoberto
A pé na rua
Sob uma fina chuva
A fauna do deserto
No país idolatrado
Neste verão senegalês
O oásis da vez
É o ar-condicionado
Com o dinheiro do táxi
Eu volto de ônibus
Ganho um desconto
De quase grátis.
A pé na rua
Sob uma fina chuva
A fauna do deserto
No país idolatrado
Neste verão senegalês
O oásis da vez
É o ar-condicionado
Com o dinheiro do táxi
Eu volto de ônibus
Ganho um desconto
De quase grátis.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
De guerra e de trégua
Vamos logo sem paredes
Em redes sem intrigas
Apenas em rodas de entregas
E de tragos gratos
Chega de estragos
E de regras desse jogo
De guerra e de trégua
No grito do joio no trigo
Pra dar um tempo à têmpora
Pro radar ficar de molho
Do molho ao dente por tridente
E do olho por ferrolho.
Em redes sem intrigas
Apenas em rodas de entregas
E de tragos gratos
Chega de estragos
E de regras desse jogo
De guerra e de trégua
No grito do joio no trigo
Pra dar um tempo à têmpora
Pro radar ficar de molho
Do molho ao dente por tridente
E do olho por ferrolho.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Lá pelas tantas
Cada gesto
É um escândalo
Mesmo discreto
Causa espanto
Os olhos vítreos
Buscam nitidez
Mordiscam os vizinhos
Que ocultam a nudez
E no final das contas
Lá pelas tantas
Horas tontas
Atentas são as plantas.
É um escândalo
Mesmo discreto
Causa espanto
Os olhos vítreos
Buscam nitidez
Mordiscam os vizinhos
Que ocultam a nudez
E no final das contas
Lá pelas tantas
Horas tontas
Atentas são as plantas.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Muita hora nesta calma
O isolamento se divide
Entre livre e triste
Parece tão longe e simples
O equilíbrio de antanho
As gargalhadas se calam
Muita hora nesta calma
Para desfazer a mala
E lavar a alma no banho
Não é que não tenha
A viagem valido a pena
Apenas saíram de cena
As vendas para dormir sem tardança
Quase nem sempre é por pouco
A insanidade é uma questão de foco
De passagem, de didática e de gosto
Pela estática em plena dança.
Entre livre e triste
Parece tão longe e simples
O equilíbrio de antanho
As gargalhadas se calam
Muita hora nesta calma
Para desfazer a mala
E lavar a alma no banho
Não é que não tenha
A viagem valido a pena
Apenas saíram de cena
As vendas para dormir sem tardança
Quase nem sempre é por pouco
A insanidade é uma questão de foco
De passagem, de didática e de gosto
Pela estática em plena dança.
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