Sem estardalhaço
Só em compromisso
Com o facundo silêncio
Reúno os estilhaços
Parece difícil
Fazer o que penso
Pensar no que faço
Pra dizer o que sinto
Apago o incêndio
De um sinistro abraço
Na saída do labirinto
Acendo um incenso
Para quem tem buscado
O ponto de equilíbrio
Agradeça pelo bom senso
Tudo ficará mais fácil
Com a coleta do lixo
E de outros excrementos.
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Esperando pelo sol
Esperando pelo sol
Passeio no abismo da noite
Atrás de qualquer farol
Fonte, porto ou ponte
Amanhã já é primavera
Enquanto caio feito outono
O sol está à minha espera
E eu sei quando estiver pronto.
Passeio no abismo da noite
Atrás de qualquer farol
Fonte, porto ou ponte
Amanhã já é primavera
Enquanto caio feito outono
O sol está à minha espera
E eu sei quando estiver pronto.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O tempo líquido
O que me acontecer
De bom ou de ruim
Fatalmente vai ser
O melhor pra mim
Um dia qualquer
Um dia desses
Em que estiver
Com o ínfimo interesse
Penso no verso seguinte
E me lembro de quando o relógio andava lento
O tempo líquido tem mais acinte
Do que o meu sólido empenho.
De bom ou de ruim
Fatalmente vai ser
O melhor pra mim
Um dia qualquer
Um dia desses
Em que estiver
Com o ínfimo interesse
Penso no verso seguinte
E me lembro de quando o relógio andava lento
O tempo líquido tem mais acinte
Do que o meu sólido empenho.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Bainhas puídas
Eu me amarro em bainhas puídas
Não fica segura a barra
Que a rua fabrica e agarra
Cada dia é um capítulo
Um botão a menos na camisa rasgada
Um par de antigas e largas calças
De mira na maré, no mural
E não na alcunha do que soe muro
Meramente moro no calcanhar do futuro
A vida é uma piada
Indizível e ouvem-se absurdos
Indivisível e resolve-se tudo.
Não fica segura a barra
Que a rua fabrica e agarra
Cada dia é um capítulo
Um botão a menos na camisa rasgada
Um par de antigas e largas calças
De mira na maré, no mural
E não na alcunha do que soe muro
Meramente moro no calcanhar do futuro
A vida é uma piada
Indizível e ouvem-se absurdos
Indivisível e resolve-se tudo.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Da capital esperança e do meu estado de sítio
Domando a ânsia
Sob o comando
Da capital esperança
E do meu estado de sítio
Descrito em memorandos
Que eventualmente consinto
No embalo da dança
Promissora das cadeiras
Das estrelas estranhas
Embora hospitaleiras
Às aventuras tantas
Bato o pé e a mão na madeira
Três vezes por semana
Pra ficar mais na beira
Eu só vou ser quando
Vier a derradeira instância
Quebrando qualquer quebranto
Preciso me desmembrar disto
Que apanhei depois da infância
Já me adverti e me diverti, eu me dispo.
Sob o comando
Da capital esperança
E do meu estado de sítio
Descrito em memorandos
Que eventualmente consinto
No embalo da dança
Promissora das cadeiras
Das estrelas estranhas
Embora hospitaleiras
Às aventuras tantas
Bato o pé e a mão na madeira
Três vezes por semana
Pra ficar mais na beira
Eu só vou ser quando
Vier a derradeira instância
Quebrando qualquer quebranto
Preciso me desmembrar disto
Que apanhei depois da infância
Já me adverti e me diverti, eu me dispo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Teatro sórdido
Não posso ser tão assíduo
Dos infernos com fachada
Charmosa que nem paraíso
Não uso mais a madrugada
De cúmplice dos meus suicídios
Se respirar e parar
Para escrever
Tudo quanto pensar
Eu não saberei
Ser fiel ao radar
Mas não tem nada não
Eu entendo o teatro sórdido
E atuo sem dar satisfação
Dos versos como periódicos
Vale a sua interpretação.
Dos infernos com fachada
Charmosa que nem paraíso
Não uso mais a madrugada
De cúmplice dos meus suicídios
Se respirar e parar
Para escrever
Tudo quanto pensar
Eu não saberei
Ser fiel ao radar
Mas não tem nada não
Eu entendo o teatro sórdido
E atuo sem dar satisfação
Dos versos como periódicos
Vale a sua interpretação.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Só com muito jazz
Não fiz nenhum acordo
Tampouco brinde
Para me sentir regularmente morto
Não é coisa com que se brinque
A vida está por um fio
Apesar do wireless
No fito de não ficar fixo
Só com muito jazz
É tempo de escolher os frutos
Já chegou setembro
Junto com o futuro
Pelo que me lembro.
Tampouco brinde
Para me sentir regularmente morto
Não é coisa com que se brinque
A vida está por um fio
Apesar do wireless
No fito de não ficar fixo
Só com muito jazz
É tempo de escolher os frutos
Já chegou setembro
Junto com o futuro
Pelo que me lembro.
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