Aparentemente inatas
E inflexíveis
As regras estão ultrapassadas
E não foi em nenhum filme
À tarde ou na madrugada
Que me admirei livre
Para participar do jogo
Sem cartas marcadas
Nada tão a ferro e fogo
Que me deixe as mãos atadas
Com as ideias no lodo
Ao lado de estratégias erradas
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A utopia e a apatia
Entre a utopia e a apatia
Reclamo da realidade
E clamo por poesia
Em vez de declamá-la
Por vaidade na vala
Da necessidade
Eu me proclamo
Via telepatia
Vassalo e suserano
Do meu território
No ar transitório.
Reclamo da realidade
E clamo por poesia
Em vez de declamá-la
Por vaidade na vala
Da necessidade
Eu me proclamo
Via telepatia
Vassalo e suserano
Do meu território
No ar transitório.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Para ver como são as coisas
Para ver como são as coisas
Talvez seja preciso ser
Como enxergam as bolsas
Ainda que não possam ver
Por algum código
Eu quero morar longe
Da cidade grande
Fora dela é onde
Fico menos distante
Dos meus olhos.
Talvez seja preciso ser
Como enxergam as bolsas
Ainda que não possam ver
Por algum código
Eu quero morar longe
Da cidade grande
Fora dela é onde
Fico menos distante
Dos meus olhos.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sinfonia de obra
Sem disciplina militar
e outras lobotomias
para eu me delimitar
quero extrair a poesia
como quem quer sacar
leite da mamadeira de pedrita
pior do que áudio de televisão
só sinfonia de obra
em sintonia com a minha diversão
e a ganância quintuplica, não mais dobra
a violência e a poluição
do que ainda sobra.
e outras lobotomias
para eu me delimitar
quero extrair a poesia
como quem quer sacar
leite da mamadeira de pedrita
pior do que áudio de televisão
só sinfonia de obra
em sintonia com a minha diversão
e a ganância quintuplica, não mais dobra
a violência e a poluição
do que ainda sobra.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Utensílios do ar
Ao faiscar o foco
Sobre a minha cuca
Vai se estender o fogo
E não correrei em fuga
Há escassas verbas
Ao orçamento verbal
E questões adversas
Quando o sol não está vertical
Eu preciso encaixotar
Livros, discos, registros
E outros utensílios do ar
Para mudar de domicílio.
Sobre a minha cuca
Vai se estender o fogo
E não correrei em fuga
Há escassas verbas
Ao orçamento verbal
E questões adversas
Quando o sol não está vertical
Eu preciso encaixotar
Livros, discos, registros
E outros utensílios do ar
Para mudar de domicílio.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Alguém me dirá quando souber?
Não sei ainda o que me alimenta
Fé?
Paciência?
Alguém me dirá quando souber?
Não sigo dogmas
Nem os meus passos
Em falso, nas poças
Da Avenida Passos.
Não sou jocoso
Em todos os instantes
Também consigo ter o espírito oco
Para não encher o saco dos escrotos e ignorantes.
Fé?
Paciência?
Alguém me dirá quando souber?
Não sigo dogmas
Nem os meus passos
Em falso, nas poças
Da Avenida Passos.
Não sou jocoso
Em todos os instantes
Também consigo ter o espírito oco
Para não encher o saco dos escrotos e ignorantes.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Náufragos em alvoroço
No horário do almoço
Ou de algo que o valha
Náufragos em alvoroço
Para respirar a alvorada
Chegando aos poucos
E a poucos do campo e da praia
Eu sou do tempo
Em que os canudos
De qualquer estabelecimento
Não tinham cartucho
De papel higiênico
E não ficavam sujos
Diante da ausência
De versos espirituosos
E palavras intensas
Acho que faço o que posso
Apesar da serotonina pequena
E da carne oculta nos ossos.
Ou de algo que o valha
Náufragos em alvoroço
Para respirar a alvorada
Chegando aos poucos
E a poucos do campo e da praia
Eu sou do tempo
Em que os canudos
De qualquer estabelecimento
Não tinham cartucho
De papel higiênico
E não ficavam sujos
Diante da ausência
De versos espirituosos
E palavras intensas
Acho que faço o que posso
Apesar da serotonina pequena
E da carne oculta nos ossos.
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