O tempo não é uma coisa
Para ser ganha
Trocada ou perdida
O tempo não se pega
O tempo é causa
E consequência que nos banha
Antes, durante e após a vida
O tempo nunca se desespera
Preciso voltar - ou começar - a seguir o relógio
Que não seja o mecânico
Mas o cósmico
Como ensinou meu avô
Eu me mato enquanto
Não vem o instante lógico
Em que estarei sempre me tornando
No que sou
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Sobre a minha pessoa
Não me importa
O que os outros pensam
Sobre a minha pessoa
Há uma celestial abóbada
E as estrelas que despencam
Belas como moças
Não me interessa
O que o mundo acha
Do que se passa na minha cabeça
Correntes elétricas
Coerentes e inexatas
Para que os sonhos aconteçam
Porém já me preocupa
O que os meus hóspedes refletem
Com o coração e a cuca
A olho nu ou coberta de lupa em vez de culpa
A resposta correta não está na internet
Nem nos livros de autoajuda.
O que os outros pensam
Sobre a minha pessoa
Há uma celestial abóbada
E as estrelas que despencam
Belas como moças
Não me interessa
O que o mundo acha
Do que se passa na minha cabeça
Correntes elétricas
Coerentes e inexatas
Para que os sonhos aconteçam
Porém já me preocupa
O que os meus hóspedes refletem
Com o coração e a cuca
A olho nu ou coberta de lupa em vez de culpa
A resposta correta não está na internet
Nem nos livros de autoajuda.
terça-feira, 7 de junho de 2011
A semana
O meu humor não mais me afunda
Hoje miraculosamente não é segunda
Torço para que a bonança aconteça
Logo nas primeiras horas de terça
Sei que a vida será melhor e farta
Quando acordo numa quarta
E a semana começa a ficar linda
A folhinha indica que é quinta
Já quero festa e tudo quanto não presta
Acertou quem pensou na sexta
Reconheço que agora os ponteiros passam rápidos
O sábio Vinícius degustou com poesia o sábado
E chega o dia em que nunca me resigno
Não é tão espetacular e fantástico o domingo.
Hoje miraculosamente não é segunda
Torço para que a bonança aconteça
Logo nas primeiras horas de terça
Sei que a vida será melhor e farta
Quando acordo numa quarta
E a semana começa a ficar linda
A folhinha indica que é quinta
Já quero festa e tudo quanto não presta
Acertou quem pensou na sexta
Reconheço que agora os ponteiros passam rápidos
O sábio Vinícius degustou com poesia o sábado
E chega o dia em que nunca me resigno
Não é tão espetacular e fantástico o domingo.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Atrás de carne onde só há osso
Embora a segunda-feira esteja solar
Ainda sinto o sabor das cinzas
Do fim de semana
Eu apenas penso em voltar
Para me desintegrar na sua língua
Ao me entregar na sua cama
Daqui a pouco
É a hora do almoço
Talvez o tempo passe veloz
E eu não fique mais louco
Atrás de carne onde só há osso
A sobremesa é para depois.
Ainda sinto o sabor das cinzas
Do fim de semana
Eu apenas penso em voltar
Para me desintegrar na sua língua
Ao me entregar na sua cama
Daqui a pouco
É a hora do almoço
Talvez o tempo passe veloz
E eu não fique mais louco
Atrás de carne onde só há osso
A sobremesa é para depois.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Eterno circo vicioso
Além do vale-transporte e do vale-refeição
Vou pedir ao setor de benefícios da região
O vale-a-pena
Aos domingos, é matinê:
Um pão no chip com manteiga
E uma comédia, por gentileza.
É melhor pecar no exagero do que na omissão
Ágora de beber, ágora de beber, camará!
É o eterno circo vicioso sob a lona, no chão.
Vou pedir ao setor de benefícios da região
O vale-a-pena
Aos domingos, é matinê:
Um pão no chip com manteiga
E uma comédia, por gentileza.
É melhor pecar no exagero do que na omissão
Ágora de beber, ágora de beber, camará!
É o eterno circo vicioso sob a lona, no chão.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Salvem as balelas
Salvem as balelas
E o disse me disse
É o que alegam
As artes vistas do Greenpeace
Os ativistas também erram
Por mais que a cobiça pise
Nas raízes demovidas da terra
A certeza não é mais palpite
Salvemos as bruxas de Bruxelas
E os broxas resignados e tristes
Pintando aquela aquarela
Para que não se extinguem
Os stings, os raonis e os poetas
Após o sexo vinte.
E o disse me disse
É o que alegam
As artes vistas do Greenpeace
Os ativistas também erram
Por mais que a cobiça pise
Nas raízes demovidas da terra
A certeza não é mais palpite
Salvemos as bruxas de Bruxelas
E os broxas resignados e tristes
Pintando aquela aquarela
Para que não se extinguem
Os stings, os raonis e os poetas
Após o sexo vinte.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Meu coração
Apesar da tarde gris
Meu coração está corado
E ancorado numa raiz
Que rasga a calçada e o asfalto
Onde se atropelam os pedestres
Os pediatras e os padrastos
Sob a chuva de sangue e confete
Meu coração está curado.
Meu coração está corado
E ancorado numa raiz
Que rasga a calçada e o asfalto
Onde se atropelam os pedestres
Os pediatras e os padrastos
Sob a chuva de sangue e confete
Meu coração está curado.
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