Mamãe não mora lá em casa
Papai de vez em quando passa
Minha irmã já é casada
E eu vivo mais no lar da namorada
Com suor, giz e voz, mamãe aguarda o dia
Para ficar igual a papai na aposentadoria
Minha irmã nem pensa em ser titia
E eu sei que não dá dinheiro escrever poesia
Mamãe,
Papai,
Irmã,
Um dia o livro sai.
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Nem tudo são flores na primavera
Nem tudo são flores
na primavera
vibra quem tem alergia a pólen
o equilíbrio impera
e a democracia transcorre
fácil apenas no discurso de espera
Está tudo bem
poderia estar pior
a chuva ainda vem
como há espaço no céu para o sol
e para aquele trem
que atravessa o túnel só.
na primavera
vibra quem tem alergia a pólen
o equilíbrio impera
e a democracia transcorre
fácil apenas no discurso de espera
Está tudo bem
poderia estar pior
a chuva ainda vem
como há espaço no céu para o sol
e para aquele trem
que atravessa o túnel só.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A outra mesma direção
Não estou mais morto
fora da zona de conforto
desde que a hora de verão
teve o seu começo
assim como aquele beijo
agora é a outra mesma direção
Entre sons da tevê
da intuição e das obras
intermináveis ao lavar a louça
sobra alguma emepebê
volto a me sentir renascido
para redigir um novo capítulo.
fora da zona de conforto
desde que a hora de verão
teve o seu começo
assim como aquele beijo
agora é a outra mesma direção
Entre sons da tevê
da intuição e das obras
intermináveis ao lavar a louça
sobra alguma emepebê
volto a me sentir renascido
para redigir um novo capítulo.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A cada dia que passa
Entre os diálogos onomatopéicos
Dos pássaros e dos marrecos
Vou sorvendo o ar campestre
Depois do resgate da praia na pele
Ouvindo canções quase ancestrais
Selecionadas com meu pai
Vou entendendo mais a vida
Enquanto ela é bebida
A cada dia que passa
Compreendo que esta casa
Não é só um mero esconderijo
Mas onde reconheço que estou vivo.
Dos pássaros e dos marrecos
Vou sorvendo o ar campestre
Depois do resgate da praia na pele
Ouvindo canções quase ancestrais
Selecionadas com meu pai
Vou entendendo mais a vida
Enquanto ela é bebida
A cada dia que passa
Compreendo que esta casa
Não é só um mero esconderijo
Mas onde reconheço que estou vivo.
domingo, 9 de outubro de 2011
Meio confuso
Nada como o mar
Para me chamar
Ao que me nutre
Em sóis e sombras
Nado com o mar
Para me acalmar
Entre as nuvens
Depois das ondas
Caminhando sobre as pedras
Não as retiro
O tempo as esculpe
Em folhas, em páginas abertas
De um intrigante livro
Se eu segredar o final, me desculpe.
Sei que estou meio confuso
Acabei de voltar de Búzios.
Para me chamar
Ao que me nutre
Em sóis e sombras
Nado com o mar
Para me acalmar
Entre as nuvens
Depois das ondas
Caminhando sobre as pedras
Não as retiro
O tempo as esculpe
Em folhas, em páginas abertas
De um intrigante livro
Se eu segredar o final, me desculpe.
Sei que estou meio confuso
Acabei de voltar de Búzios.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Como hoje
Eu deixo o controle
Para que me console
Com sol e
Dias futuros
Como hoje
E limpo o prato fundo
No intuito de ficar forte
Junto com todo mundo.
Eu controlo a deixa
Para que me veja
Com a blusa em v já
Que falta pouco
Antes carecia mais
E é igual o copo
A água é com gás
Indico ar contra o sufoco.
Para que me console
Com sol e
Dias futuros
Como hoje
E limpo o prato fundo
No intuito de ficar forte
Junto com todo mundo.
Eu controlo a deixa
Para que me veja
Com a blusa em v já
Que falta pouco
Antes carecia mais
E é igual o copo
A água é com gás
Indico ar contra o sufoco.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
O grito não é à prova d’água
Sou um anjo
Mas nem tanto
As asas andam escassas
A minha casa me abriga
Do que me obriga
Enquanto a tormenta não passa
Razoavelmente insano
Tento romper a bolha no oceano
O grito não é à prova d’água
Embora pareça fadiga
Não sou de comprar briga
Como quem come e caga
Nunca vou me esquecer
De te aquecer os pés
Como quem não quer nada
Na hora de adormecer
A cachola cheia de porquês
E a cachoeira não acaba.
Mas nem tanto
As asas andam escassas
A minha casa me abriga
Do que me obriga
Enquanto a tormenta não passa
Razoavelmente insano
Tento romper a bolha no oceano
O grito não é à prova d’água
Embora pareça fadiga
Não sou de comprar briga
Como quem come e caga
Nunca vou me esquecer
De te aquecer os pés
Como quem não quer nada
Na hora de adormecer
A cachola cheia de porquês
E a cachoeira não acaba.
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