sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A amêndoa

Chutar a amêndoa
É o salvo-conduto
O sonho e a senha
Para a infância das primeiras fases
Onde não há o extermínio
Mas a criatividade
De fazer do fruto
A bola que chuto
Da mesma forma de quando era menino
Rola a saudade num susto
Por ser tão plena
Quanto a amêndoa.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Do chumbo à pluma

O peso do mundo
Parece que muda
Do chumbo
À pluma
Em frações de segundo

Meus ombros
Não se ajuntam
Por causa dos sonhos
Que na cabeça pululam
Como sapos no trono

É vão o desespero:
Cada um atura
O próprio peso
Que a balança interna calcula
Entre a audácia e o medo.






quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um caminho

Eu ando
No calor
No frio

Até quando
Viável for
Um caminho

E caso não tenha
Mais onde pisar para ir
Meus pés desenham
O que pintar por aí.




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sabem de quem vem?

A baderna
É de quem
Possui  o dever
E não governa

A arruaça
É de quem tem
Como fazer
Mas não faz nada

A desordem
- Sabem de quem vem? –
De quem diz que não quer ver o povo sofrer
Enquanto nos fode.




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Já que a chuva cai

Já que a chuva cai
Agora e também
Cairá no sábado e no domingo
Não sou eu quem vai
Chorar que nem neném:
Não sou um rapaz competitivo.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O que depende de si

Não há nada melhor
Do que prosseguir
Faça chuva
Faça só
O que depende de si:
O tempo ajuda.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Todavia

Todo dia
É a mesma via
Todavia
Não é o mesmo dia
Que antes havia.