quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

De como Justin Bieber me devolveu a fé na humanidade.

Justin Bieber,
O pop star
Aborrecente, decide
Abruptamente se aposentar
Aos dezenove anos de idade:
Eu ainda creio na humanidade.





terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Nem com nado sincronizado

Quando eu fuço
O passado
Fisicamente
Encontro quase tudo
Casualmente passado
Para presente

Deixo seguir o fluxo
Em caso contrário
Não venço a corrente
E vou para o fundo
Nem com nado sincronizado
Convenço o júri muito simpático e incompetente.



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O estatuto e a estrada

No estatuto
Está tudo
Em estático estudo

No entanto, não está nada
Estagnada a estrada
Ser longa e sinuosa já basta.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A bonança

Eu nunca tive
um fim de semana
tão triste
mas é pra frente que se anda
meus amigos existem
e boas vibrações me emanam

Foram dias solares
tão-somente no céu
eu voo e volto à base
minha casa quase cedeu
aos raios, raivas e tempestades
a bonança é reconhecer quem sou eu.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Encontro

Hoje eu tomaria banho de rio
Em Guapiaçu
Mas fui na correnteza do pranto
Ao me reaproximar do sorriso nu
E submerso em memórias
Da minha infância azul

Tudo é normalmente esquisito:
A pessoa que vi e beijei há quatro dias
Durante trinta e quatro anos
E que me ensinou a ler as letras e a vida
Não existe mais nesta dimensão agora
Pelo menos minha vó desencarnou sem agonia.

Estarei sempre no seu colo
Descanse em paz neste novo plano
Exceto o meu, não vou a velórios
Eu me escondo no meu canto
Quando choro
E nos encontro por encanto...











terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Arremessos

Há uma lacuna
Em cada poesia
Que me insinua
Ler obras distintas
Ainda que não existam

O meu entusiasmo
Com determinados textos
É o mesmo
Pela folha alva, alvo
Dos meus arremessos.






segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O meu desterro

Até nos dias inúteis
Eu descarto
A facilidade
Cujo parto
É da mediocridade

Não sei se é virtude
Ou vício
Contudo encerro
Com fogos de artifício
O meu desterro

Entre nitidezes e nuvens
Calmamente corro
Da imbecilidade
Cujo porto
É a porta da minha cidade