Domesticando a ansiedade
Animal de intimação
Às vezes, proatividade
Noutras, precipitação
Substanciais milímetros
Por colossais metros quadrados
Pensando noutros perímetros
Com ares mais desurbanizados
Quero ver bois, galinhas d'angola
Vagalumes, vacas, cavalos e sapos
Acordando apenas na hora
Em que acabar o cansaço.
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
quinta-feira, 21 de março de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
Tudo é um sintoma
Tudo é um sintoma
Uma pessoa no pensamento
Que logo depois se reencontra
No ônibus ou num cruzamento
Uma interjeição
Um bordão do espírito do tempo
Na fila do pão
Ou do pagamento
Um verso cantado no dial
Um sincero oferecimento no ar
Uma frase solta no canal
Escolha do zapear
Das ondas do rádio
Uma nota encomendada de jornal
Um slogan publicitário
Um entreouvido casual
Uma ligação, uma chama
Uma espionagem vizinha
Pela fresta da varanda
Uma epifania escorregadia.
Uma pessoa no pensamento
Que logo depois se reencontra
No ônibus ou num cruzamento
Uma interjeição
Um bordão do espírito do tempo
Na fila do pão
Ou do pagamento
Um verso cantado no dial
Um sincero oferecimento no ar
Uma frase solta no canal
Escolha do zapear
Das ondas do rádio
Uma nota encomendada de jornal
Um slogan publicitário
Um entreouvido casual
Uma ligação, uma chama
Uma espionagem vizinha
Pela fresta da varanda
Uma epifania escorregadia.
Tudo é um sintoma
Uma pessoa no pensamento
Que logo depois se reencontra
No ônibus ou num cruzamento
Uma interjeição
Um bordão do espírito do tempo
Na fila do pão
Ou do pagamento
Um verso cantado no dial
Um sincero oferecimento no ar
Uma frase solta no canal
Escolha do zapear
Das ondas do rádio
Uma nota encomendada de jornal
Um slogan publicitário
Um entreouvido casual
Uma ligação, uma chama
Uma espionagem vizinha
Pela fresta da varanda
Uma epifania escorregadia.
Uma pessoa no pensamento
Que logo depois se reencontra
No ônibus ou num cruzamento
Uma interjeição
Um bordão do espírito do tempo
Na fila do pão
Ou do pagamento
Um verso cantado no dial
Um sincero oferecimento no ar
Uma frase solta no canal
Escolha do zapear
Das ondas do rádio
Uma nota encomendada de jornal
Um slogan publicitário
Um entreouvido casual
Uma ligação, uma chama
Uma espionagem vizinha
Pela fresta da varanda
Uma epifania escorregadia.
segunda-feira, 11 de março de 2019
Uma coisa só
O foco da alma
É o destino
Em qualquer estrada
Vou seguindo
Basta de cópia
Do pretérito
Sem tapa nas costas
Não vem um presente velho
Música, filme, palavra
Livro, quadro e idioma
Se não me marcam
O coração, não funcionam
Sombra e sol
Meia-luz e penumbra
São uma coisa só
Embrião e tumba.
É o destino
Em qualquer estrada
Vou seguindo
Basta de cópia
Do pretérito
Sem tapa nas costas
Não vem um presente velho
Música, filme, palavra
Livro, quadro e idioma
Se não me marcam
O coração, não funcionam
Sombra e sol
Meia-luz e penumbra
São uma coisa só
Embrião e tumba.
domingo, 10 de março de 2019
Toldos rasgados
Toldos rasgados
Das penúltimas janelas
Doidos varridos
Para debaixo do topete
Todos os passados
Exibidos na passarela
Doídos vazios
Papo cabeça de pele.
Das penúltimas janelas
Doidos varridos
Para debaixo do topete
Todos os passados
Exibidos na passarela
Doídos vazios
Papo cabeça de pele.
sábado, 2 de março de 2019
Esta noite longa
Quero que esta noite longa passe
E leve embora a hipocrisia
Dos cidadãos de bem
Nunca foi tão notória a luta de classes
Nem é necessário ter tanta sabedoria
Para perceber quem detém quem
A elite quer que a gente trabalhe
E morra antes da aposentadoria
A alforria tem que ser aqui e não no além
Quero que esta noite longa acabe
Abrindo as cortinas para um novo dia
Quantas janelas você tem?
E leve embora a hipocrisia
Dos cidadãos de bem
Nunca foi tão notória a luta de classes
Nem é necessário ter tanta sabedoria
Para perceber quem detém quem
A elite quer que a gente trabalhe
E morra antes da aposentadoria
A alforria tem que ser aqui e não no além
Quero que esta noite longa acabe
Abrindo as cortinas para um novo dia
Quantas janelas você tem?
Dispenso
Dispenso
O topo da montanha
O degrau mais alto do pódio
O discurso de quem ganha
Desconheço o que posso
E diz: penso
Na minha cabeça a coroa
No meu coração o ódio
Antes que se corroa
Em mim a coragem que coço
Eu não vim da capital
Do Espírito Santo
Tampouco torço na geral
Para o rubro-negro time baiano
A minha maior vitória
É o prolongamento da resistência
Diante da idiotice em voga
O que me consola é o que se dispensa
O topo da montanha
O degrau mais alto do pódio
O discurso de quem ganha
Desconheço o que posso
E diz: penso
Na minha cabeça a coroa
No meu coração o ódio
Antes que se corroa
Em mim a coragem que coço
Eu não vim da capital
Do Espírito Santo
Tampouco torço na geral
Para o rubro-negro time baiano
A minha maior vitória
É o prolongamento da resistência
Diante da idiotice em voga
O que me consola é o que se dispensa
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