Tusso inconveniências
Busco leviandades
Fora deste pseudopaís
Deste feudo infeliz
Enquanto não se sabe
Quantas paredes
Há além da quarta
Em que sei os macetes?
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
Pelos tapumes
Da realidade
Deve estar impune
Um pouco mais tarde
Urrar o que nos une
Nos tapetes das ideias
E ritmos voadores
Não está pétrea
A vontade de ir longe e nos arredores
Só com linhas aéreas.
Eu reconheço
Que tenho medo
Mas não me cedo
À covardia
Na luta
Eu me vejo
Flores duras
Azulejo
Árvores numa
Psicodelia
Pedras, lua
Noite fria
De verão
Ou deveriam
Na dança
Das luzes
É que se alcança
A doce medida.
Botar fogo
Nas lixeiras
Da cachola
Sair do jogo
E das trincheiras
Furar a bola
Virar a chave
O futuro chega
Chegando suave
Igual a uma tormenta
Agora é tarde
Alegar que não aguenta.
A liberdade
É um estado derelito
É quase
Um delito
Não fica a nave
Sob controle
Sem alarde
Não é de hoje
Que vai embora
Como um sonho
Uma memória
Um abandono
Um pensamento
Uma epifania
Um desenho
Um barco à deriva.
Apesar da urgência
Vamos com calma
Somos seres que pensam
E que possuem alma
Mesmo com a mão
Invisível do mercado
Eu preciso usar meu coração
Antes de ser pescado
Um passo para trás
Ou para qualquer lado
Ainda é mais eficaz
Do que o tempo atropelado.