Eu pergunto ao meu amor
Se o mundo já acabou
Ela me responde num beijo
Siga a cabo seus interesses
More no seu apto endereço
Como se não coubesse
Não se vive atualmente
Como nos anos noventa
Não se vive para sempre
No conto de fadas da adolescência
A espera fica sonhando
Sincronia não é coincidência
Indago à minha estrela
Agora eu me arranco
Com os fios da sobrancelha
Espessos, pretos e brancos
Crescem os cabelos da orelha
O sonho fica esperando
Eu questiono à minha sereia
Como se não soubesse
O muro desmoronou
Tudo vira assunto do teste
Para morar com quem sou
Interior satélite
Eu pergunto ao meu amor
Em que lapso estou
Ela me beija numa resposta
Pendure os quadros da mostra.
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