terça-feira, 21 de julho de 2026

Ao meu amor


 


Eu pergunto ao meu amor
Se o mundo já acabou
Ela me responde num beijo
Siga a cabo seus interesses

More no seu apto endereço
Como se não coubesse
Não se vive atualmente
Como nos anos noventa

Não se vive para sempre
No conto de fadas da adolescência
A espera fica sonhando
Sincronia não é coincidência

Indago à minha estrela
Agora eu me arranco
Com os fios da sobrancelha
Espessos, pretos e brancos

Crescem os cabelos da orelha
O sonho fica esperando
Eu questiono à minha sereia
Como se não soubesse

O muro desmoronou
Tudo vira assunto do teste
Para morar com quem sou
Interior satélite

Eu pergunto ao meu amor
Em que lapso estou
Ela me beija numa resposta
Pendure os quadros da mostra.












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