segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Algo ao redor



Arte como veículo 

De consciência 

Eu carrego nos versículos 

Uma memória imensa


Um souvenir coletivo

Poesia como nave

Das cores na razão do delírio 

Camadas, palavras fáceis


Passam pela cabeça 

Reformas de base

Famílias, partidos, seitas

Fezinhas, vícios, viagens


O triunfo é um tipo de perda

Ah, se as pessoas amassem

Não haveria tantas neuras

Nem diplomacias incapazes 


A voz já não aceita

Permanecer à margem

Quando compartilho quem sou

Algo prospera ao redor


Aquilo que antes era tormenta

Vira uma ferramenta de auxílio

Tanto se pensa quanto se sente

Qualquer arte é terapêutica


É a carruagem da mente

Um comunitário mimo

Uma lembrança perene

Embrulhada nos livros


A voz já refuta

Ficar de fora da luta

Quando ofereço quem sou

Algo floresce ao redor.