Arte como veículo
De consciência
Eu carrego nos versículos
Uma memória imensa
Um souvenir coletivo
Poesia como nave
Das cores na razão do delírio
Camadas, palavras fáceis
Passam pela cabeça
Reformas de base
Famílias, partidos, seitas
Fezinhas, vícios, viagens
O triunfo é um tipo de perda
Ah, se as pessoas amassem
Não haveria tantas neuras
Nem diplomacias incapazes
A voz já não aceita
Permanecer à margem
Quando compartilho quem sou
Algo prospera ao redor
Aquilo que antes era tormenta
Vira uma ferramenta de auxílio
Tanto se pensa quanto se sente
Qualquer arte é terapêutica
É a carruagem da mente
Um comunitário mimo
Uma lembrança perene
Embrulhada nos livros
A voz já refuta
Ficar de fora da luta
Quando ofereço quem sou
Algo floresce ao redor.