Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
terça-feira, 3 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Dentre os talheres
Embora não haja alento
É inútil o desespero
Sempre cabe repetir que o tempo
Sabe nos saborear com seu tempero
Mais do que pimenta, sal ou coentro.
Os dias são as colheres
E os anos, os garfos
Dentre os talheres
É evidente que a faca não corta raso
Feito dente na pele.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Quanto tempo?
Quanto tempo se leva
Para manter acesa a vela?
Apesar da pergunta
Eu sei quanto dura.
A dúvida é de uma
Pessoa que me anula.
Quanto tempo levo
Para matar este ser velho?
Para manter acesa a vela?
Apesar da pergunta
Eu sei quanto dura.
A dúvida é de uma
Pessoa que me anula.
Quanto tempo levo
Para matar este ser velho?
sábado, 9 de junho de 2012
Através das paredes
É como se nada tivesse sentido
Só para soar transmoderno
Eu ouço uma canção
Através das paredes
E teclo evitando o barulho
De quem dorme perto de mim
Enquanto ouço o marulho.
Só para soar transmoderno
Eu ouço uma canção
Através das paredes
E teclo evitando o barulho
De quem dorme perto de mim
Enquanto ouço o marulho.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Imagem e semelhança
Agora o abismo
Tem feito a mudança na vizinhança
Eu não abomino
A sua vacância
Somos sismos e símios
Em imagem e semelhança
Embora a vida
Seja levada na berlinda
Ela segue linda e atrevida
Uma noite a mais é menos um dia
E a letargia causa alergia
Estou vivo ainda.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Causa justa
É preciso honrar
As causas que veste
Cada causa é justa
E realça
As coisas juntas
É mister urrar
Na casa celeste
Cada casa é única
E abraça
As pessoas que escutam.
Quando não como feijão
Quase entro em depressão
Quando não como feijão
As pessoas engaioladas nos carros
São mais solitárias do que o arroz
Papado e papeado pela cultura
Mas um dia a natureza sutura.
Quando não como feijão
As pessoas engaioladas nos carros
São mais solitárias do que o arroz
Papado e papeado pela cultura
Mas um dia a natureza sutura.
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