segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A humanidade



Para sair do armário 

Doação de camisas

Alusivas à bebida

Eu saí do aquário

Só visto o que me representa


Está tudo tão claro

A humanidade virou uma doença 

A humanidade é um tumor

A humanidade está à venda

A humanidade se desumanizou


A humanidade é um artifício 

Poucos olham nos olhos

O símbolo do infinito 

Exibe o balé dos opostos

A inteligência artificial sabe fazer um monte


De coisas e desconhece o que sinto e sonho

Caso eu não conte

Dos oito aos vinte e oito

Meu aparelho de som 

Era um espelho nitidamente bom


Talvez o meu sonho seja

Anunciado no Diário Oficial 

Mas a revolução por excelência 

Só vai me dizer se tem doce, 

Se tem acidez ou sal


Quando lamber o jornal

Como se labareda fosse

Um fogo ou uma língua qualquer

A humanidade está podre

A humanidade é um câncer. 





 

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