sábado, 30 de julho de 2016

O preço do barril de ódio



Deve estar bem acessível
O preço do barril de ódio
O pré-sal é inimigo
Da refeição do capitalismo
Rumo ao lugar mais alto do pódio
Para cantar o hino
Em plenos porões
Da senzala
- Casa grande é para os outros -
A medalha
É de couro
Ilegítimo
E de novo o velho sol se põe
Olímpico
No país de muros onde moro
E morro a cada noticiário
Da realidade ao contrário
Ficção barata de ouro.
 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

À outra margem

Dos rostos
Vitrais
Aos restos
Mortais

Atravesso
Avenidas
Rios e versos
Em vida.

E antes de chegar
À outra margem
Olho para os sinais
Para quem é paisagem.

domingo, 3 de julho de 2016

Seríamos brasilianos

Seríamos
Brasilianos
Se não desse trabalho
E suor como tempero
Ser brasileiro
Ofício sem salário
Na América
Do Sul fixo
Por ameaças homéricas
Saqueando em nome do confisco
Surreal da casta da moeda
Estados descarados e metafísicos.