Arrancaria a cabeça
Para cortar os pensamentos
Ou dormir enquanto a dor não cessa
Há outros procedimentos
Onde está por fazer tudo aqui
Não seria a cultura
Espelho do feudo de Icaraí
Que teria maior altura
Quem se livra do revés
Leva a vida pós-stress
Com outra frequência
A estação é sintonizada
Uma canção, uma sílaba
Para apagar a ausência
De alguém, da fábula, de nada
Quem do refrão se priva?
Além de mim, ninguém me destrói
Cansei de sair para dançar
Antes cair das nuvens de Niterói
Do que do oitavo andar
A vida é um enigma
Que a gente clareia
Por mais que se queira
Descansar, quem duvida?
A fé, mesmo que se aprofunde,
Jamais tem completude
Quem não acredita
Em milagres não é realista
Eu me uno em versos
Universo, reflexo, versão
O céu todo submerso
Reflexão, arte, subversão
Geral jura, o mundo gira
Pilastra, invenção
Realidade, mentira
Palestra, silêncio
Arrancaria meu coração
Ah, eu sigo querendo
Uma canção, uma sílaba
Razão, símbolo, bênção.