domingo, 19 de junho de 2016

Entre quatro paredes e dez dimensões especulatórias


Na rede
Social, não a do futebol,
Pelo lado de fora
Pode ser gol
Ideias verdes
Não caem agora
Nem quando se perdem
E derretem sob o sol
Néscio de sua força
Ao passo que vários
Entre quatro paredes
E dez dimensões especulatórias
Colaboram com memes e corações atentos
Dentro da rede
Da rua, do rito, do rádio
E da roda da história
Em busca do tento
Da utopia toda.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Para que a dor meça

Que adormeça
De forma profunda
A tristeza em debate

Para que a dor meça
Os gritos na altura
Da silenciosa base

E as cores na tela
Correndo entre a pintura
E a própria face

A fim de que se acorde
Da letárgica postura
Em pôr a culpa no quase

Talvez as cores deem
Um pouco de mistura
À cinzenta fase

E às flores na terra
Contra a monocultura
Antes que tudo se devaste.




sábado, 4 de junho de 2016

Batalhas

Na barricada
De travesseiros
Travamos
Como guerreiros
Batalhas
Contra a falta de sono
Deflagrada
Pelo meu ronco
Nada de novo
Na fronha babada
E assim ficará
Sem um protetor auricular.





sábado, 28 de maio de 2016

As novas palavras antigas

Algumas pessoas se intrigam
Com as novas palavras
Antigas
Eu procuro falá-las
Embora não existam
Ainda
Nos atuais dias
Estão em desuso
Vagueiam noutros mundos
Em todos os dicionários
Não há os significados
Das gírias
Antes que se digam
As novíssimas
Palavras de antigamente
Sugiro que experimentem
Pronunciá-las
Quase sempre.

sábado, 21 de maio de 2016

Caso dormisse sem escrever, esqueceria


Extinto
Perco a cor
Não me tinjo
Mais nem sou
Só existo
Pelo que passou
Se resisto
Seja como for.
 
 

sábado, 7 de maio de 2016

É outro


Bem perto

Do porto

Embarco

E parto

De novo

Mais velho

Só na idade

Navego

Mais moço

Antes que seja tarde

Eu nasço

É outro

Parto

Nunca morto

Mas eu me mato

A cada metro

De teto

E ex-passos.







 
     






 
 
 
 
 


 

 

 

 


 
 
 

 





 

 

 



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tentações, ostentações e sustentações



Pouca resistência
Às tentações
Quando não se pensa
Nas ostentações
Da fortaleza suspensa
Cujas sustentações
Estão nas experiências
Nas tentativas das ações

Eu não posso
Negar uma boa dose de café
Com adoçante ou açúcar
Depois do almoço

Não é preciso ter muita fé
Para crer no sono
O que me segura
São os ossos, os ombros, os olhos e os pés.