sábado, 22 de janeiro de 2022

Surto de casos

 





Surto de casos

Furto de cabos

Carnaval e trem

Cancelados

É o inferno

Ou é a versão

Deste verão

Vigarista

Eu me declaro

Quando me calo

Quando convém

Eu abstraio

É afeto

Ou é aversão

Uma questão

De lovística.





segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Em você

 






Você não mora

Na minha cabeça

Embora

Meu pensamento esteja

Em você

Emborca

Minha embarcação

Muita onda

Pensar no que se sonda

Eis a estação.




quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Tal desenvolvimento

 


Quem ficou tão à vontade

Ficou só na vontade

Sempre volta a tempestade

Do nada ou mais tarde

Um novo tempo

No novelo do vento

E tal desenvolvimento

Não vai acabar em dezembro

Não me preocupo com o fim da viagem

Preciso ver a paisagem

Não me culpo com o fim do passeio

Prefiro ser eu mesmo.




segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Necessária centelha

 



Necessária centelha

Para sair do escuro

E seguir o que escuto

Não vem pela orelha

Pode ser um rumo

Qualquer rima ou futuro

Mas se a luz me espelha

Quem sou eu sem tê-la?

Na fila do pão duro

Na fala das estrelas

Nas entrelinhas do discurso

No disco girando mudo

No mundo em labaredas

Quem sou eu, centelha?


quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Caí da cadeira

 



Caí da cadeira

Prendi o dedo

Vi estrelas

Suei degelos

Perdi a cor

Pedi gelo

Pra aliviar a dor

E o medo

Com a pressão baixa

Comi queijo

Mais um trauma

Que não passa cedo

Cadeira de praia

Não é brinquedo

Mordeu uma lasca

Do anelar direito.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

As borboletas

 



Azuis e pretas

As borboletas

Rodeiam

Passeiam

E deixam minha cabeça

Altamente submersa

A queda massageia

E voo com elas

Belas letras

No ar aquarelas

Também das amarelas

Nada se estreita

Perto das borboletas

Telas da natureza.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

É uma pena

 




É uma pena

E uma vergonha

Este cinema

Que não funciona

É um problema

É uma onda

Que bate e queima

O filme e a persona

Um esquema

Uma conta

É o sistema

Que nos detona

É um poema

É uma afronta

É uma cena

De quem sonha.