terça-feira, 17 de junho de 2008

A seja lá o que for

Não sou ator
Nem aspirante
A seja lá o que for
Que a sorte me chame

Não sou um perdedor
Nem invicto no tatame
Pra sair de onde estou
Eu ando em transe

Não sou mediador
Muito menos militante
Da minha própria dor
Apupada no palanque

Não sou curador
Nem marchand
De obras sem valor
Estética estanque

Não sei quem botou
Água no champanhe
Pra quem se sabotou
Falta outra chance

Nunca fui professor
Mas um estudante
Que se confessou
Inapto no exame

Não me acho desertor
Tampouco infame
Conheço quem eu sou
Por mais que me estranhe.

4 comentários:

Americo disse...

Fala Tchelo!

A singularidade exibe em poucas palavaras o que o universo não pode mostrar! Por isso, falemos em versos singulares... Grande abraço. Americo Borges.

Gabi disse...

Parabéns Tchello !!!!!!!!!
estou adorando !!!!!!
bjinho

Valterlei Borges disse...

Eis nosso querido e célebre Tchello Melo!

bruno disse...

balbúcia pouca é bobagem!


abraço

www.fotolog.com/brunofritz