terça-feira, 14 de abril de 2009

Fugas, bússolas e raptos

Atravessando um lindo túnel
De bicicleta com guidão bambo
Eu me blindo de óculos escuros
E oxigênio, ambos baianos

Atravessando a parede
Com o ânimo do desapego
De si próprio, em descanso na rede
Controlo mais o meu ego

Atravessando máscaras
Graças à sutileza do radar
Sei que a lapidação é cara
Com tanta poluição para dar

Atravessando trevas
Sob o amparo do acaso
Eu me adapto nesta selva
De fugas, bússolas e raptos.

3 comentários:

BEBENDO AGUA PRA LUBRIFICAR disse...

Muito boa mesmo!

Fabrício Fortes disse...

Meu caro,
muito bom mesmo.. um dos poemas seus de que mais gostei!! vejo que essa produção não cessa mesmo..
abração!

M. disse...

adpatar é perigoso mas essencial.