terça-feira, 9 de março de 2010

Lágrimas desidratam e gargalhadas embriagam

Com o espaço
Perigosamente espesso
Não posso mais ser escravo
Do oposto do que escrevo

Se mantiver os erros crassos
De sempre, eu não cresço
E perco o passo
E o abraço que em segredo peço

Sei que estou em pedaços
E que ainda padeço
Apegado ao passado
Aos pesados pesadelos

Não careço pagar caro
Por algo que não quero
Caminhando eu não paro
Pra pensar em quem espero.

2 comentários:

Escrever Pra M'Entender ... disse...

"Não careço pagar caro
Por algo que não quero
Caminhando eu não paro
Pra pensar em quem espero."

Just! *-*

Marcos Braz disse...

Quero o caminho que se apaga,
sem parar pra pensar
em quem me espera.

Tenho um passado em pedaços
e um apego pesado.
Como pesadelos.

Peço o erro, um classico.
Passo o abraço e me perco,
mantendo segredo sempre.

Escravo do espaço,
Escrevo o oposto.
Perigosamente, posso mais:
Ser-espesso.