sábado, 16 de janeiro de 2016

As manhãs novas estão de volta


As manhãs novas
Estão de volta
Com um sorriso
Que mantenho desde menino 
Disposição de sobra
Sem desperdício
Não é preciso ter na cova
- Quem não concorda? -
 
Todas as horas
Do dia vigoram
Assim como o otimismo
Que não significa delírio 
Mas ousadia em obras
Do psicodelismo
Poesia sonora e pictórica
- Quem não adora? -
 
E as coisas que sonho e peço
Estão em progresso
De mãos dadas com o tempo
Aos poucos, vou entendendo.
 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

David Bowie

Não é necessário jabá
Para que a arte ressoe
Nunca vai acabar
O legado de David Bowie.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Natação dá onda

Natação dá onda
No sal, no cloro, no rio, de óculos
Touca e parcimônia
No cotidiano estoico

Pé de pato, prancha,
De costas e de crawl
Resgato como náufrago a criança
Através do feliz nadar.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Dois mil decibéis

Feliz dois mil
De Zezé
Motta
Polessa
Barbosa
E que a promessa
Possa
Ser a fresta
Em que entre
Olímpica a orquestra
Tocando sempre
Em nossos corações em festa
E que todos se lembrem
Das conversas
De amor, paz e perdão perenes
Caso contrário, nada interessa
Se é que me entendem
Felizes os dois mil decibéis.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ganhei um iate

Ganhei um iate
Da minha noiva
Como presente de natal
Além de beijos e abraços

Vou navegar nos sete mares
Faça sol ou chova
Afinal, é um pisante legal
E não possui cadarços.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A chama se chama arte


Falo agora quinze horas em vez de três da tarde

Há quem saboreie guloseimas

Fora da data de validade

Porque ainda teima

Em criar a doce felicidade

Apesar de indigestos problemas

E da amaríssima realidade

Do salgado mar agitado, a gente rema

A imaginação sempre cabe

Na cabeça, no coração e no cinema

A chama se chama arte

No drama, no quadro e no poema.
 
 

 
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Da raiva à desconfiança

Minha raiva acaba
Em dez meses
A desconfiança, saiba,
Nem às vezes.