A cor
Do rancor
Tem cor de rã
E sabor de derrame
Por mais que a raiva dure
Remoendo as coisas
Rimando carne com osso
Remando fora do cardume
De pessoas no fundo do poço
De pus
De sangue
De perfume
Um dia tudo escoa
Em choro
Em suor
Em chorume
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
domingo, 23 de outubro de 2016
sábado, 15 de outubro de 2016
O Aquarius não está vazio
O filme Aquarius é o Brasil
Onde os cupins
São os estupros na democracia
Virando motivos chinfrins
Para a demolição do edifício
Pena que o lanterninha foi spoiler
Abrindo as portas da sala do cinema
Antes de pintarem os créditos
O longa de cento e quarenta e um minutos
Não parecia que acabaria ali
No prédio da construtora Bonfim
Nome cimentado de ironia
O Aquarius não está vazio
Porque nós nadamos ainda
Lá
Aqui
Apesar da cupinização seletiva
E das fezes rolando pela escada
Somos os peixes no mar de lânguidas
Águas e ondas piratas.
Onde os cupins
São os estupros na democracia
Virando motivos chinfrins
Para a demolição do edifício
Pena que o lanterninha foi spoiler
Abrindo as portas da sala do cinema
Antes de pintarem os créditos
O longa de cento e quarenta e um minutos
Não parecia que acabaria ali
No prédio da construtora Bonfim
Nome cimentado de ironia
O Aquarius não está vazio
Porque nós nadamos ainda
Lá
Aqui
Apesar da cupinização seletiva
E das fezes rolando pela escada
Somos os peixes no mar de lânguidas
Águas e ondas piratas.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
A primavera
Eu acredito em duendes
E em agnomes
Estudo não é tudo
O que não existe mais
Diariamente, o sol ascende
Acende e se põe
Ainda que esteja escuro
Um dia, não muito longe, iluminará
Plantas e pessoas, até as ausentes
E sem sobrenome
O processo em curso
Não está tão devagar
A primavera é carioca, é fluminense
É de quem tem fome
E sabe que luto
Não é substantivo, mas o verbo a conjugar.
E em agnomes
Estudo não é tudo
O que não existe mais
Diariamente, o sol ascende
Acende e se põe
Ainda que esteja escuro
Um dia, não muito longe, iluminará
Plantas e pessoas, até as ausentes
E sem sobrenome
O processo em curso
Não está tão devagar
A primavera é carioca, é fluminense
É de quem tem fome
E sabe que luto
Não é substantivo, mas o verbo a conjugar.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Da vida
Perdi o dia
Indo ao dentista
Fora do sistema
Um velho colega
Ganha a guarda da filha
Parei de reclamar da vida.
Indo ao dentista
Fora do sistema
Um velho colega
Ganha a guarda da filha
Parei de reclamar da vida.
sábado, 24 de setembro de 2016
Leitura e leite
Não é necessário saber
Todas as regras
Da gramática
Para falar corretamente
Basta praticar a leitura
E na próxima vez que ler
Vai tirar mais leite da pedra
Aparentemente estática
Palavras são presentes
Tanto as passadas quanto as futuras.
Todas as regras
Da gramática
Para falar corretamente
Basta praticar a leitura
E na próxima vez que ler
Vai tirar mais leite da pedra
Aparentemente estática
Palavras são presentes
Tanto as passadas quanto as futuras.
sábado, 10 de setembro de 2016
O ideal link
Tão logo pinte
Uma ideia
Que se printe
A sua tela
A fim de que
Não se perca
Na viagem seguinte
Da própria cabeça
Seria o ideal link
Entre o que se pensa
E o que se exibe
Aos poucos e às pencas.
Uma ideia
Que se printe
A sua tela
A fim de que
Não se perca
Na viagem seguinte
Da própria cabeça
Seria o ideal link
Entre o que se pensa
E o que se exibe
Aos poucos e às pencas.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Uns vinis
Sob uma avalanche
De notícias
Hediondas
Há quem se canse
E, com preguiça,
É levado pelas ondas
Das capitanias hereditárias
E aéreas, apelidadas
De concessões públicas
Que agem de forma privada
Onde cabem toneladas
De merdas graúdas e miúdas
Ainda que eu não saiba
Dançar de cabeça baixa
Conforme a música
Com tantas bad news,
Só mesmo uns vinis
Deixam a gente feliz.
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