Enfrento com otimismo
Calculado via intuição
Os dias à beira do abismo
Do ano que acaba não
Nem com um atentado
Falo comigo próprio
Em tom perigosamente sério
Para me manter sóbrio
E a par de poucos mistérios
Que já estão dissecados
Mas eu não me acabrunho
Há ao redor resíduos
De tédio desde o primitivo junho
Quando era filme em vez de vídeo
Sob um funcional teatro.
Compilação randomicamente ordenada dos versos meus ou de Tchellonious ou de Tchello Melo ou de Marciano Macieira ou de algum lugar.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Ciente
Ciente de que a minha rota
Não será sempre reta
Não posso deixá-la rota
Pros ratos fazerem festa
Mormente com as migalhas
Ciente de que o meu risco
É indício de vida
Vou descobrindo ritos
Como quem duvida
Afinal, certeza demais falha.
Não será sempre reta
Não posso deixá-la rota
Pros ratos fazerem festa
Mormente com as migalhas
Ciente de que o meu risco
É indício de vida
Vou descobrindo ritos
Como quem duvida
Afinal, certeza demais falha.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Feito humor
Recuperando meu lado telúrico
Eu me sinto menor
Ficando de novo lúcido
Faminto, louco e melhor
Saboreando o cheiro de estrume
Eu caminho sem pânico
Seguindo o vaga-lume
Não nado de costas no pântano
Precisando parar de roer os dentes
Enquanto movo feito humor os olhos
Eu sonho com um mundo diferente
Sem asco, sacos plásticos e ódio.
Eu me sinto menor
Ficando de novo lúcido
Faminto, louco e melhor
Saboreando o cheiro de estrume
Eu caminho sem pânico
Seguindo o vaga-lume
Não nado de costas no pântano
Precisando parar de roer os dentes
Enquanto movo feito humor os olhos
Eu sonho com um mundo diferente
Sem asco, sacos plásticos e ódio.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
E eu nem pedi pra jogar
Já perdi a conta
Da coleção de projetos
Que eu engaveto
Já perdi a pompa
E qualquer circunstância
Encenar me cansa
Já perdi tanta coisa
Que não mais me causa
Remorso ou trauma
Já perdi pra raposa
E eu nem pedi pra jogar
Só me resta o ar.
Da coleção de projetos
Que eu engaveto
Já perdi a pompa
E qualquer circunstância
Encenar me cansa
Já perdi tanta coisa
Que não mais me causa
Remorso ou trauma
Já perdi pra raposa
E eu nem pedi pra jogar
Só me resta o ar.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Um pouco longe de agora
Eu necessito perder
Para ganhar a sobra
Tenho que não ter
Pra receber algo em troca
Eu sei que não vai ser
Exatamente nesta hora
É bem capaz de acontecer
Um pouco longe de agora
E nem posso me entristecer
Tampouco jogar tudo fora
Como se eu não fosse você
Neste espelho que nos devora.
Para ganhar a sobra
Tenho que não ter
Pra receber algo em troca
Eu sei que não vai ser
Exatamente nesta hora
É bem capaz de acontecer
Um pouco longe de agora
E nem posso me entristecer
Tampouco jogar tudo fora
Como se eu não fosse você
Neste espelho que nos devora.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Do meu novo lugar
Eu quero me alegrar
De forma fácil
Sem precisar alegar
Qualquer cansaço
Não tenho que alugar
Todo o meu tempo
No escopo de me alagar
Em comoventes exemplos
Eu vou me ligar
A fim de matar a saudade
Do meu novo lugar
Sem ermas viagens.
De forma fácil
Sem precisar alegar
Qualquer cansaço
Não tenho que alugar
Todo o meu tempo
No escopo de me alagar
Em comoventes exemplos
Eu vou me ligar
A fim de matar a saudade
Do meu novo lugar
Sem ermas viagens.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Mais do que um merda
Eu não queria
Que todos fossem
Doidos como eu seria
Enquanto falso
Eu tenho sonhos
Guardo moedas
E me proponho
A ser mais do que um merda
Seriamente, luto
Contra o conforto
De ser um puto
Eu me confronto!
Que todos fossem
Doidos como eu seria
Enquanto falso
Eu tenho sonhos
Guardo moedas
E me proponho
A ser mais do que um merda
Seriamente, luto
Contra o conforto
De ser um puto
Eu me confronto!
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